
Gamificação bélica: Crianças Colombianas são atraídas a controlar dones através de redes sociais

O recrutamento infantil na Colômbia ganhou contornos sombrios e cada vez mais digitais. Um relatório divulgado pela Human Rights Watch (HRW) revela que facções do narcotráfico e grupos rebeldes — com destaque para as dissidências das FARC lideradas por "Iván Mordisco", na região de Cauca — estão se aproveitando dos algoritmos de plataformas como TikTok e Meta. Eles impulsionam conteúdos que glorificam a criminalidade para cooptar jovens nas zonas rurais. Após as denúncias, as Big Techs declararam que proíbem apologia à violência e já removeram os perfis indicados.
Dentro dessa nova engrenagem do conflito, a investigação expõe um cenário alarmante:
A guerra vendida como "jogo": Crianças resgatadas relatam que a operação de drones bombardeiros contra bases militares e facções rivais era apresentada pelos comandantes como uma disputa interativa. Na vida real, porém, esses ataques deixaram 21 mortos e 145 feridos apenas nos primeiros cinco meses de 2024.
Escalada histórica: Pelo menos 1.500 menores foram recrutados desde 2021, sendo 625 apenas neste ano. Esse volume acelerado aproxima o país do cenário sombrio vivido no auge do conflito com as FARC, no final dos anos 1990.
O alvo da exploração: Há um recorte claro de vulnerabilidade. Crianças indígenas representam quase 50% das vítimas, apesar de serem apenas 4% da população colombiana. Além disso, as meninas somam 40% dos casos, enfrentando um risco altíssimo de violência sexual nos acampamentos.
Diante do avanço dessa tática, a HRW cobrou uma ação mais firme do governo colombiano para punir os recrutadores e retomar a presença do Estado nas regiões desassistidas. Às plataformas digitais, a exigência é por canais diretos de denúncia e a preservação dos dados operacionais, que podem ser cruciais como provas em investigações criminais.
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Sobre o autor

Desenvolvedor Full Stack Jr. que atuou por anos como analista de games indies e AAA. Editor chefe responsável pela curadoria de artigos para a Mangue House.

